o revés dos argumentos

Quinta-feira, dia 02 de julho de 2009.
Postado por Bibiana de Paula Friderichs às 17:27.
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A percepção de que existe uma interface sensível entre jornalismo e liberdade de expressão não é equivocada, no entanto, o diálogo entre elas se constitui de uma dinâmica crescentemente complexa, mobilizado pelas conexões diacrônicas dos sujeitos e instituições sociais, e pela evolução das tecnologias da comunicação e informação. É esta complexidade que legitima o dever ser dos profissionais do jornalismo e, é justamente por conhecê-la que me inquieto diante das últimas decisões oficiais tomadas a cerca da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
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Talvez o liame destes conceitos esteja ligado à idéia de que no mundo social, a relação entre os indivíduos acontece, principalmente, através da linguagem, como forma de organizar e compreender a realidade que os rodeia, reforçando a condição do homem como comunicador e revestindo a linguagem e o modo como se manifesta de um caráter público. Como diz um autor português de que gosto muito, chamado João Carlos Correia, no livro Comunicação e cidadania, “é publicamente que nos explicamos, nos justificamos, nos desculpamos, argumentamos e combatemos”. Essa posição permite perceber a mediação simbólica como o processo através do qual o homem reveste o mundo de sentido, na medida em que tenta defini-lo ou explicá-lo. E é possivelmente por este mesmo motivo que Karl-Otto Apel, pensador alemão, tenha falado de uma ética do discurso.
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Acontece que se por um lado o discurso expressa as idéias de determinados sujeitos ou grupos sobre a realidade, por outro, sua publicização está cada vez mais ligada à presença das mídias. Devido à complexidade estrutural alcançada pela civilização, não é mais possível expor e discutir os assuntos de interesse público apenas nas praças e assembléias, como faziam os gregos. Tornou-se necessário ampliar a circulação destes discursos, e por isso, essa discussão acabou escorregando para o plano das mídias. O espaço público, tradicionalmente caracterizado como lugar de debate a cerca da realidade social, não é mais um espaço apenas mediado, mas também, e, principalmente, mediatizado. É através dele, e de toda informação que nele circula, que tais grupos elaboram a diversidade e deliberam sobre os assuntos que afetam a coletividade, construindo e legitimando identidades, e uma série de normas que regulam o mundo vivido.
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Nesse sentido é que dimensiono o papel do jornalista na sociedade, como o responsável por assegurar a vitalidade democrática do espaço público midiático. Isso porque, apesar da evolução tecnológica, que encontra na internet o ápice de sua complexidade, ainda não foi possível consolidar um espaço de comunicação onde todos os homens, indiscriminadamente, tenham tempo de fala. O jornalista trabalha, então, a partir de um contrato social, onde tacitamente torna-se representante do público, privilegiando nos discursos que produz a pluralidade de vozes sociais e expondo todos os dados e acontecimentos pertinentes aos processos políticos, assim como outras informações que possibilitam a manutenção da vida (tanto no domínio público quanto no privado).
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Além disso, a própria internet, que aparentemente possibilita uma comunicação de todos para todos (como disse o autor francês Pierre Levy) ainda não dá conta de eliminar as mediações midiáticas. Mesmo sendo a expressão de um novo modelo de comunicação e sociabilidade – pois alterou os modos de seleção e processamentos das informações, fatos e idéias, ampliou seus fluxos, e redimensionou as condições e critérios para o acesso e controle aos canais de interlocução – ela esta marcada ainda pela exclusão. Diante da velocidade, fluidez e volume de informação disponível no mundo pós-moderno, o domínio da linguagem digital e suas ferramentas, significam o ingresso dos indivíduos nos espaços públicos e a possibilidade de acesso ao poder. Contudo, sua popularização caminha a passos lentos e, por isso, vivemos a euforia de um reduto mais democrático de comunicação em contraponto à marginalização de todos aqueles que não acessam esta plataforma.
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Ora, apesar de haver uma interface significativa entre liberdade de expressão e jornalismo, parece transparente que não podemos confundir o direito constitucional dos falares, com o papel de mediação da realidade plural das culturas, dos conflitos, e das políticas do cotidiano, que é realizado pelo jornalismo. Os profissionais, comprometidos com estes fazeres, sabem que são produtores de conteúdo discursivo, e que deve conhecer e utilizar os códigos de linguagem convencionados pelos distintos grupos sociais, contemplando sua diversidade. Associado a esta tarefa também estão os processos de coleta, análise e edição de informações, além de uma série de outras atividades (relativas ao problema da verdade e da objetividade, por exemplo) que devem, sobretudo, serem pautadas pelos princípios éticos, construídos em mais de 200 anos de histórias e que são próprios do ethos jornalístico. Por fim, cabe lembrar que fazer jornalismo não denota “expressar livremente uma opinião”, porque simplesmente decidiu dividi-la com o público, mas ponderar entre a análise e a interpretação de fatos, construindo um relato sobre o acontecimento em pauta, uma narrativa que o jornalista devolve ao público, porque lhe é pertinente e circunscreve a vida em sociedade. Mais do que isso, refere-se à vida democrática, constituída por um coletivo diverso, que depende daquele relato para colocar-se continuamente em diálogo.
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Não, um diploma não dá este escopo ao profissional, mas a formação que antecede o mérito de direito, é o início sólido para sua caminhada.
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Leia mais sobre algumas questões aqui apontadas, no livro dos autores citados ao longo do artigo:

APEL, Karl-Otto. O a priori da comunidade de comunicação e os fundamentos da ética. In: Transformação da Filosofia II: o a priori da comunidade de comunicação. São Paulo: Loyola, 2000.

CORREIA, J. C. Comunicação e cidadania: os media e a fragmentação do espaço público nas sociedades pluralistas. Lisboa: Livros Horizonte, 2004.

LEVY, P. As tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

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jornalismo é pra jornalista

Quarta-feira, dia 23 de junho de 2009.
Postado por Bibiana de Paula Friderichs às 10:50.
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Na semana passada perdemos um direito adquirido: a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Mas quem perdeu mais foi, mesmo, a democracia. Ensaiei alguns textos para colocar aqui, mas nenhum deles traduziu tão bem o meu sentimento, como o do prof. João Batista. Os escritos que seguem abaixo circularam nos últimos dias pela lista de discussão do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo...




Clayton. Ele é chargista do Jornal O POVO, de Fortaleza.
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Reflexões de um aprendiz de cozinheiro

Nesses 55 anos de estrada, confesso que vivi. Profissional e afetivamente. Mas que me perdoe Pablo Neruda, nunca aprendi a cozinhar. Sei apenas de cozinha de jornal. Aquele trivial simples, como fazer títulos e linhas de apoio, legenda e texto-legenda, chamada, macaca e outros adereços. Aprendi a botar tempero na matéria alheia, numa época em que o copidesque do Jornal do Brasil estava repleto de gurmês de fino trato. E eu, apenas um aprendiz de cozinheiro.
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Nesses 35 anos de janela, compreendi que a paisagem nos oferece várias lições e que nos cabe assimilá-las ou não. A universidade se apresenta como um balcão de ofertas. Uma oferta democrática porque permite a aprendizes conhecer, experimentar, refletir, enfim preparar receitas que, espera-se, algum dia serão destinadas à sociedade. No espaço da sala de aula pode-se sim ensinar técnicas jornalísticas. Se não acreditasse nisso, preferiria pedir demissão.
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Quando um poder supremo desmerece uma profissão desqualifica também sua formação. Ignora o longo tempo de dedicação de jovens que buscam nos bancos escolares ascensão social e a perspectiva de encontrar um lugar digno na sociedade, sem depender de favores, práticas de nepotismo ou arranjos partidários.
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Talvez seja essa possibilidade que incomode tanto. Silenciosamente, a universidade pode contribuir para dotar cidadãos das mais variadas origens sociais de uma reflexão crítica, sem qual ele não exerceria qualquer profissão de nível superior na sua plenitude.
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Como repórter, aprendi que a maioria dos jornalistas não costuma ser convidada para banquetes e aqueles que o são correm o risco de pagar uma conta alta na carreira. Certa vez, ao entrevistar um empresário durante um coquetel para o qual eu não fora convidado, arranquei-lhe algumas respostas enquanto ele degustava tranquilamente um camarão, sem ao menos ter a educação de oferecer ao entrevistador. Interpretei aquela atitude como um recado, que marcava a distinção do lugar social entre os dois personagens.
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Os filmes de Buñuel ensinam como as refeições representam um lugar de exclusão e inclusão na sociedade burguesa. A constatação nos ajuda a entender a metáfora do ministro onipotente. Novamente a demarcação entre os que sentam à mesa do banquete e os que preparam a comida. Sem diploma, e portanto sem os benefícios econômicos que dele advêm, o que se deseja é que fiquemos sempre condenados a preparar a comida alheia, especialmente a dos comensais de banquetes.
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Aos jovens cozinheiros, candidatos a chefes de cozinha, fica a advertência. Não confundam o lugar do jornalista com os dos representantes da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), principal articuladora do lobby que derrubou a obrigatoriedade do diploma. Ho Chi Minh 'cozinheiro da colonial Marinha francesa', nos mostrou que é possível um pequeno Davi de olhos puxados sair vitorioso na luta contra Golias. A nossa luta é a do feijão com arroz contra o supreme de frango.
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João Batista de Abreu
Jornalista com diploma

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livros, livros, livros - o que dizem sobre você?

Quarta-feira, dia 03 de junho de 2009.
Postado por Bibiana de Paula Friderichs às 18:50.


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Na época em que trabalhei no Centro de Referência de Literatura e Multimeios da Universidade de Passo Fundo, carinhosamente chamado por seus usuários de Mundo da Leitura, descobri um contentamento inusitado diante dos livros ditos infantis. Aprendi a olhá-los com seriedade e respeito, a significar suas falas e a representatividade delas para a infância, e, sobretudo, sua transversalidade com o universo adulto. Percorrendo as paredes daquele labirinto, colorido e luminoso, que transcende as estantes e o escorregador do ciberespaço, cai nos caminhos polissêmicos, e sem fim, que todo texto oferece. Depois disso, passei a acreditar que os livros não têm idade, e nem uma dessas outras amarras que gostamos de usar para classificar as coisas e guardá-las nesta ou naquela gaveta (como fazemos com as áreas, as disciplinas e a ciência de um modo geral). Os livros de literatura estão simplesmente, e para sempre, numa caixa de brinquedos, vasta e bagunçada.
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Para mim, à margem das classificações impressas da página dois de cada livro, estão os leitores, suas experiências de leitura, suas curiosidades e sua disponibilidade para ler. Um livro, então, é feito para qualquer leitor que queira lê-lo e crie com ele um elo de afeto e de identidade.
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O que importa se eu tiver quase trinta anos e o livro, apontar através da ficha catalográfica, que se trata de uma literatura “infantil”?
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O que importa se ele for apenas de imagens ou que conte a história de um homem que amava construir castelos de caixas?
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Sem essa de leitor ideal!
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Por isso, de vez em quando me pego comprando alguns livros “estranhos” sobre monstros alienígenas, porcos com rabinhos de mola, e flores gigantes! As moças da livraria e os outros adultos que me perdoem: não preciso e não quero inventar desculpas para isso!

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a naturalização da barbárie

Sexta-feira, 15 de maio de 2009.
Postado por Bibiana Friderichs às 15:10.

O que me espanta é a capacidade humana de cometer horrores.
Mas mais do que isso, o que me espanta é o horror naturalizado pela constância.

Há dias atrás discutíamos, eu e alguns amigos, em volta de uma mesa transparente, o poder da arte. Ela e a religião parecem ser a evidência de nossa porção transcendente, aquela porção que distingue o homem de todos os outros animais, uma vez que esses dois universos revelam o nosso potencial de abstração e, conseqüentemente, nossa racionalidade. Sim, porque de resto, todos comem e dormem, mantêm relações sexuais e reproduzem, inclusive andam em “bandos”. Mas quantos animais têm a capacidade de abstrair e colocar as coisas no lugar em que colocamos a música, o cinema, a pintura ou a fé. Quantos são capazes de significar o intangível? Ou transformar o intangível em produto/objeto de significação?
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No entanto, ontem, durante a palestra de um documentarista congolês, onde ouvi um relato sobre a Guerra Civil na República Democrática do Congo, nem a arte nem a religião fizeram sentido para mim. Estupro, canibalismo e tortura. Sem contar com a fome, a doença, o desabrigo e toda a ordem de misérias advindas da invasão (cultural, política, econômica, física) e da violência.
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Vi e ouvi um relato, feito sem sobressaltos, que apontava para a degradação do estado de humanidade. Mas o palestrante explicou tudo, explicou de que modo tamanho horror se consolida:
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“Quando alguém é aliciado, ainda na primeira infância, a integrar milícias como as que se formaram no Congo, na vida jovem ou adulta não têm alternativas. Cresce sendo estimulado a matar, a ferir, a estuprar e a torturar e por fim passa a reproduzir este comportamento. Então, chega em casa e violenta a própria mãe.”
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Não parece haver no comportamento desses antagonistas retratados pelo congolês, preocupação com algum tipo de moral ou ética, sentidos que nos tornam tão humanos. Eles são incapazes de qualquer transcendência. Mas seriam apenas eles? Quantos homens ainda são humanos no mundo?
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IX Circuito de cinema, cultura e psicanálise

Sábado, 09 de abril de 2009. Postado por Bibiana Friderichs às 10:52.
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Deixo com vcs a abertura da minha fala no IX Circuito de Cinema, cultura e psicanálise, na Universidade de Passo Fundo, entre os dias 04 e 07 de maio. Depois de ter lido este trecho do livro do Manguel para a platéia fiquei com a sensação de que nada mais precisava ser dito:
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“As imagens, assim como as histórias, nos informam. Aristóteles sugeriu que todo o processo de pensamento requeria imagens. ‘Ora, no que concerne a alma pensante, as imagens tomam o lugar das percepções diretas; e, quando a alma afirma ou nega que essas imagens são boas ou más, ela igualmente as evita ou as persegue. Portanto a alma nunca pensa sem uma imagem mental’. Sem dúvida, para o cego, outras formas de percepção, sobretudo por meio do som e do tato, suprem a imagem mental a ser decifrada. Mas, para aqueles que podem ver, a existência se passa em um rolo de imagens que se desdobra continuamente, imagens capturas pela visão e realçadas ou moderadas pelos outros sentidos, imagens cujo significado (ou suposição de significado) varia constantemente, configurando uma linguagem feita de imagens traduzidas em palavras e de palavras traduzidas em imagens, por meio das quais tentamos abraçar e compreender nossa própria existência. As imagens que formam nosso mundo são símbolos, sinais, mensagens e alegorias. Ou talvez sejam apenas presenças vazias que completamos com o nosso desejo, experiências, questionamentos e remorsos. Qualquer que seja o caso, as imagens, assim como as palavras, são a matéria de que somos feitos.”
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MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Pág.21.

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    "ao reescrever o que dissemos, protegemo-nos, vigiamo-nos, riscamos as nossas parvoíces, as nossas suficiências (ou insuficiências), as hesitações, as ignorâncias, as complacências; [...] a palavra é perigosa porque é imediata e não volta atrás; já a scriptação tem tempo à sua frente, tem esse tempo próprio que é necessário para a língua dar sete voltas na boca; ao escrever o que dissemos perdemos (ou guardamos) tudo o que separa a histeria da paranóia" (BARTHES, 1981, p.10).

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quem é a garota da vitrine?

Minha foto
Sou formada em Radialismo e Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e desde 2004 atuo como professora dos cursos de Comunicação Social na mesma instituição. Ainda na UPF, fiz especialização em Leitura e Animação Cultural, e recentemente concluí o doutorado pela PUCRS. Sempre trabalhei com o universo radiofônico, pelo qual sou apaixonada. Gosto particularmente das suas aproximações com a arte. Minhas últimas descobertas de pesquisa rondam em torno da produção de sentido (em nível verbal e não-verbal) sob a perspectiva semiológica.

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pelo caminho...

pelo caminho...
lendo... só lendo e imaginando uma história da nossa suposta história...

O museu é virar a gente de ponta cabeça. Tem versão digital ao clicar na imagem.

da era do pós-humano.

de Brenda Rickman Vantrease, sobre os poderes que se interdizem desde o início dos tempos.

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o que são scriptografias e outras escrivinhações?

O título deste blog foi inspirado nas observações feitas por Roland Barthes a cerca do processo de produção e significação dos textos que circulam pela prática social. Ele fala em scriptação, escrita, escritor e escrevente. No entanto, o nome scriptografias e outras escrivinhações, não passa de uma "licença" poética, por assim dizer, com o objetivo de nominar um espaço de livre expressão, em formatos e temas que fazem parte do meu cotidiano, assim como do cotidiano de quem por aqui passar.
    hola !



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